17 de fevereiro de 2017

O Perfume da Folha de Chá - Dinah Jefferies

Livro: O Perfume da Folha de Chá
(The Tea Planter's Wife)
Autor (a): Dinah Jefferies
Número de Páginas: 432
Editora: Paralela
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Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurencek no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

RESENHA por Luciana Corrêa da Silva.

Oi, tudo bem por aí?

A resenha de hoje é do livro O Perfume da Folha de Chá, segundo livro escrito por Dinah Jefferies e publicado no Brasil pela Editora Paralela. Dinah nasceu na Malásia em 1948 e, aos oito anos, mudou-se para a Inglaterra. Formou-se em Literatura Inglesa e quando na faculdade engravidou de seu primeiro filho, que acabou por falecer em um acidente. A experiência de perdê-lo foi a inspiração para o seu primeiro romance, The Separation.

Estamos em 1925, e vamos acompanhar a vida da jovem Gwen, uma moça que parte da Escócia, em um navio, para encontrar seu marido Laurence Hooper. Eles casaram-se há pouco tempo e ela vai até o Ceilão para viver com ele. Lá ela passará a viver numa grande fazenda de produção de chá.

Assim que chega, Gwen maravilha-se com a nova vida que levará do outro lado do mundo. O casal recém-casado está apaixonado e completam a definição do casal aristocrático perfeito: ela uma bela dama britânica, ele o feliz proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. O problema é que há algo estranho, que Gwendolyn não imaginava encontrar. A mansão é paradisíaca, mas os empregados são rancorosos e quietos e o tempo todo ela é avisada de que há perigos dentro e fora de casa. Ela passa a viver uma vida um tanto solitária, pois não pode ter amigos, já que a pouca convivência com vizinhos mostrou que eles são traiçoeiros e fofoqueiros.

Tudo piora ainda mais quando Gwen passa conviver com a cunhada dentro de casa vinte e quatro horas, metendo-se em todos os assuntos que não são da sua alçada. Seu marido, que na época do casamento era afetuoso e atencioso, parece guardar segredos de um passado que não passou. Laurece recusa-se a falar sobre assuntos que são importantes para sua esposa e muitas vezes, quando ela lhe faz perguntas sobre a primeira mulher, ele desconversa ou então recusa-se a responder. Sem falar que defende a irmã o tempo todo e faz tudo o que ela deseja, e ela é terrível.

O tempo passa e um belo dia Gwen descobre-se grávida; sente-se feliz pela primeira vez em muito tempo, talvez desde que chegou ao Ceilão. Mas, assim que dá a luz, algo imprevisto e inesperado põe por terra toda a sua alegria e a sua estabilidade. Agora ela é uma mulher obrigada a esconder um terrível segredo ou então tudo poderá ruir.

Sei que ele me ama. Mas é assim que as coisas são por aqui. A vergonha. A humilhação. Seria nosso fim como família. Eu perderia minha casa e perderia meu filho.

O livro é instigante e poderoso e também possui uma capa linda. Alguns personagens secundários nos despertam perplexidade e rancor e, embora o livro aborde assuntos importantes como questões raciais e sociais, eu não consegui envolver-me verdadeiramente com a história. Não consegui abster-me de ficar o tempo todo à espera de algo que não aconteceu.

O livro tem vários pontos altos, daqueles que nos deixam uma sensação boa, de estar a ler algo grandioso. Não posso dizer que me decepcionei, mas também não adorei a leitura. O livro, que tanto me chamou a atenção, seja para a época que passava, ou o lugar exótico e pouco conhecido, diluiu-se em meio a acontecimentos estranhos e que pareciam nunca ter solução. Foi um tanto deprimente chegar à última parte do livro e pensar que não teria tempo suficiente para que tudo se solucionasse de forma convincente.

Fiquei o tempo todo com um sentimento de andar na corda bamba, uma insegurança que era o que a Gwen também sentia. O final foi bem explicado, mas contado de forma rápida, que fez com que ficasse superficial. Os problemas eram reais, importantes e por isso, a meu ver, mereciam um desenlace mais de acordo.

Bom, fica aqui minha dica, penso que é um livro que nos faz amar ou odiar… Comigo não teve um efeito de marcar minha vida, achei que ele precisava ser mais bem desenvolvido, mas desafio aqui a quem se dispuser a ler e me chamar para contar o que achou.

Beijinho e até a próxima!

Outras capas: 

   




2 comentários

  1. Oi Lu, ainda não conheço essa autora e apesar da capa ter chamado minha atenção ainda não criei vontade de lê-lo. Ainda assim, gostei de saber mais da história que parece ser interessante e cheia de segredos, contudo a demora na solução dos problemas não me agrada, a irmã do marido também não haha (se metendo entre o casal, já vi que deve ser bruxa). Acho que não leria esse livro agora, mas gostei de conhecer um pouco do que tem nele e posso considerá-lo no futuro ;)

    P.S: Que história triste a da autora, mas fico feliz que ela tenha conseguido tirar inspiração de um momento ruim e que isso a ajudou a passar por ele :/

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  2. Oiee,
    Eu tinha gostado bastante da capa, mas dei uma desanimada agora. Acho que é um livro que não lerei tão cedo.
    Resenha linda amiga.
    Beijo.

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