15 de maio de 2017

A Dama Negra - Nora Roberts

Livro: A Dama Negra (Homeport)
Autor (a): Nora Roberts
Número de Páginas: 412
Editora: Chás das Cinco/Portugal
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Sinopse: A história de uma mulher, de uma estátua antiga e de uma paixão que atravessa os tempos.
O ar estava frio quando a Dra. Miranda Jones chegou a casa depois de uma longa semana de trabalho. Mas o seu sangue gelou quando sentiu encostarem-lhe uma faca ao pescoço. Depois de roubarem tudo o que trazia, os assaltantes desapareceram. Profundamente abalada, Miranda decide esquecer aquela experiência assustadora. E, para isso, nada como aceitar o convite para ir a Itália confirmar a autenticidade de A Dama Negra, um bronze renascentista representando uma cortesã dos Medici. Mas, em vez de cimentar a sua posição como a maior perita mundial nesse campo, a viagem a Itália destrói-lhe a reputação. Sentindo-se alvo de uma cilada, Miranda está decidida a limpar o seu nome. Mas ninguém parece disposta a ajudá-la... com a excepção de Ryan Boldari, um sedutor ladrão de arte, cujos objectivos são obscuros.
Agora torna-se evidente que o assalto à porta de sua casa foi muito mais do que isso... e que a Dama Negra possui tantos segredos quanto a cortesã que a inspirou. Com a ajuda de um homem em quem não deve confiar mas por quem sente uma atracção intoxicante, o futuro de Miranda parece repleto de traições, mentiras e perigos mortais.

RESENHA por Luciana Corrêa da Silva.

Oi, tudo bem?

Preciso confessar que sempre que encontro os livros da Nora Roberts em promoção, eu compro. Seja porque gosto muito da escrita, seja porque nunca li nenhum livro dela que não tenha gostado. O que resenhei hoje, comprei sem saber muito e depois vi que já foi lançado também aí no Brasil (graças a Deus) com o nome de Bellissima, pela Bertrand.

Pois bem, o livro é bem diferente e tem um tom bem enigmático, porque envolve roubo e falsificação de obras de arte caríssimas.

A estrela da trama é a Dra. Miranda Jones, uma pesquisadora renomada, que vem de uma família que trabalha com preciosas obras de arte e as coleciona. Ela é uma especialista na fase da Renascença e sempre que sua mãe, que vive em Florença, precisa de uma opinião ilibada, ela chama a Miranda. A relação entre elas não é nada ligada ao emocional. Elas agem como se fossem profissionais que se conhecem pelo trabalho. Aliás, o pai de Miranda é omisso e ausente como a mãe, mas ela leva uma vida feliz ao lado do irmão Andrew, com quem ela divide o trabalho e a casa. Juntos eles representam o instituto de arte no Maine, que a família mantém há gerações.

Assim, quando Miranda volta pra casa depois de cumprir com excelência suas tarefas, sentiu algo a cortar sua garganta. Alguém lhe atacava para lhe levar a bolsa e o laptop, atirava-a ao chão e a deixava totalmente sem saber o que fazer. Machucada e em choque, ela consegue chegar até a casa e esperar pelo irmão, mas não faz ideia do porquê disso ter acontecido. Para esquecer tudo isso, ela aceita o convite da mãe para avaliar a autenticidade de uma grande descoberta. É uma estátua em bronze de A Dama Negra, um bronze renascentista que representa uma cortesã dos Médici.

Tudo vai bem até que, o que seria a grande descoberta, que colocaria Miranda no rol dos maiores e melhores pesquisadores de sua geração, acaba por colocar em cheque sua reputação e a transforma em uma mentirosa. Se não bastasse a humilhação pessoal, ela ainda enfrentará a fúria da mãe que não admite que seu laboratório cometa um erro grave desses. Miranda sabe que há algo de errado, sabe que a peça que ela teve em mãos era verdadeira, mas como provar? Ela quer limpar seu nome, mas ninguém acredita nela a não ser o sedutor ladrão de arte chamado Ryan Boldari, cujos objetivos só saberemos conforme a leitura avança.

Quanto mais lemos, mais descobrimos que o assalto que Miranda sofreu não foi algo isolado e sem propósito. Também veremos que, quanto mais se sabe sobre a misteriosa Dama Negra, mais questionamentos surgem. Assim, nossa inteligentíssima mocinha terá de confiar em um homem que abomina, pois precisará de seus dotes criminalísticos para resolver esse mistério que ronda tudo o que faz parte de sua vida.

Além da ajuda, Miranda não consegue tirar da cabeça esse homem tão envolvente que é Ryan. Um homem que se mostra simples, apesar da fortuna que o cerca. Ryan é um homem misterioso, mas que valoriza sua família acima de tudo e têm neles tudo aquilo que Miranda jamais teve. Para ela, que achava que Ryan não passava de um ladrãozinho de obras de arte, acabará por descobrir que ele será um verdadeiro oásis em meio ao caos.

Uma trama intrigante, cheia de traições, mistérios e perigos mortais, com um casal que não se entende em nada mas que se encaixa perfeitamente em tudo. A Dama Negra nos presenteia com momentos alucinantes, enigmáticos e personagens secundários incríveis, que ganham grande espaço tanto no livro quanto nos nossos corações.

Sabe aquele livro que nos deixa em suspense até as últimas páginas, que nos faz torcer e odiar e que nos deslumbra com um final inesperado e surpreendente? É esse.

- Não consigo me concentrar em nada que não seja você, quando você tá triste.
- Ah, Ryan. - Como ela poderia defender seu coração contra aqueles ataques de candura? - Eu não tô triste.
- Você é a mulher mais triste que eu conheço. - Ele beijou os dedos dela. - Mas a gente vai consertar isso.

Leia, encante-se com uma obra diferente e que promete uma leitura diferente para aqueles momentos em que não sabemos o que ler.

Beijinho e até a próxima!

Outras capas:

   
 

2 comentários

  1. Oi Lu, Nora é incrível, tô pra ver autora mais versátil e acho que ela merece todos os fãs que tem. Não conhecia a história mas gostei do que li na resenha, toda essa mistura de história da arte, mistério, romance e ação me agradou e se tiver a oportunidade vou querer ler. A capa nacional tá linda ;)

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    1. Oi Lili, é verdade isso da Nora conseguir coisas tão diferentes, né? Que bom que curtiste a resenha e que o livro te interessou. A capa brasileira é linda mas a daqui meio nada a ver, como temos visto ultimamente nesse tipo de publicação da editora, uma coisa meio doida mesmo, kkkkkk. Beijo e obrigada pelo comentário, sempre adoro. <3

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